Sem expectativas com Violeta, angustiado por ser rejeitado, acolho a máxima de meu mestre Zeca Nato: "mulher gosta é de cara safado!", que motivou-me a arrumar alguma maneira de esquecer essa paixonite que tinha. Seguindo os passos de meus mestres, iniciei o execício básico de arrumar o visual. Geralmente a gente é meio relaxado na vaidade quando se trata de fases deprê, esquecendo que já estamos com um rosto abatido, barba mal feita, cabelo bagunçado. Além de voar em busca de outras flores, tinha de lidar com a maior prova de fogo, superar minha dependência com Violeta.

Por mais que nos digam um novo amor cura o velho, a possibilidade do novo amor constituir-se depende de uma liberdade de nos entregar de cabeça a novos relacionamentos. De renunciar os "e se..." que nos prendem ao velho, às velhas páginas, às fotos rasgadas e momentos que não voltarão. Do contrário, o mais provável será a repetição de episódios infelizes como os meus primeiros meses de Zeca, no qual ficava frente a frente com meninas fantásticas e pensando: "mas se Violeta de repente...". Ah voz idiota, consciência idiota. Prendia minha expectativa a uma imagem ideal de relacionamento que não existia.

À medida que rompia esse "e se.. " e beijava outras flores, os Zecas tratavam de divulgar a "fama" do novo Zeca, eu, a fim de tirar um sarrinho. Lembro que até brincávamos de chamar um ao outro de "safadão". E de certa forma me sentia meio confuso em como lidar com aqueles choques das meninas: "nossa Floreiro, você não era assim...". Até o dia em que uma cena chocou-me profundamente: Violeta entregou-me uma carta e pediu para que a lesse.
 


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